# Vulto de fibras — figura de imagem desenhada como chuva, tinta no claro e negativo no escuro

first seen: referência do dono em 2026-09-25 (1153×2048), vulto humano escuro de
            fibras verticais sobre papel cinza, a mão direita nítida (NWS-112)
status: RENDERIZADO e medido na orb do Nash Workspace (`src/renderer/orb/orb-vulto.js`,
        `lab/gerar-vulto.py`, a classe de fio); curva de tom por faixa a ±0,06 da
        diagonal no claro, marcos (dedos, topo da cabeça) a ≤ 14 px

- **O papel tem vinheta forte** (0,29 no canto, 0,67 atrás da figura): a tinta
  se mede contra um polinômio cúbico ajustado ao envelope claro por bloco, com
  zona morta em 0,075, senão a caixa da imagem vira névoa de partícula.
- **A fibra já está no mapa; o traço só dá continuidade.** Traço vertical longo
  em toda a figura (2,6 × 0,035) borrava as bordas de cima em ±40 px. O
  comprimento sai por pixel: longo na tinta lisa, médio na trama vertical,
  curto onde a estrutura é de través (tensor de estrutura), e com teto pela
  distância vertical até onde a tinta cai à metade — a ponta de cada fibra
  fica fina.
- **Cobertura é partícula × comprimento.** O sorteio divide a densidade pelo
  comprimento do traço; sem isso a mão (traço curto) saiu rala e a borda do
  braço virou uma risca escura.
- **Densidade −ln(1 − 0,995·t) e opacidade 1/c**: as camadas de um pixel são
  Poisson, a cobertura média é 1 − exp(−a·c·densidade), e com a·c = 1 ela devolve
  a tinta t. A cor do traço é a do preto mais fundo (#030504, a cabeça); a do
  tronco (#0c110e) já traz o papel aparecendo e deixava o miolo em 0,09.
- **O negativo cobre como a tinta.** Luz aditiva estourava o miolo em branco
  chapado (o braço cruzado sumia) ou, mais fraca, salpicava de preto. Luz branca
  com mistura normal, na mesma cobertura da tinta, dá o negativo exato do claro.
- **A parte nítida chega por último e entra em foco**: queda curta, traço 6×
  mais longo que encolhe até o dele; a ordem de chegada continua a do corpo no
  punho e vai ao fim nos dedos, senão o antebraço fica cortado numa reta.
- **Movimento**: a chuva enche de baixo para cima, e o rastro das últimas
  partículas é a franja de pontas para cima da referência. Na vida, o quinto de
  cima de cada coluna sobe e volta (desfia), o resto desce acelerando, some e se
  refaz (escorre); 20% da nuvem, senão o movimento some dentro da cobertura cheia.
- **Conota**: um corpo que não é esculpido, é precipitado — tinta que caiu e
  ainda escorre; a mão sólida é o único ponto em que ele já chegou por inteiro.
  Em negativo, a mesma figura vira aparição: luz onde havia sombra.
- **Vivo, sem virar imagem** (rodada 2, Saibot): o ponteiro que desloca cada
  partícula em função da posição do cursor naquele quadro lê como lente sobre
  imagem numa figura plana. O que lê como matéria é um campo com estado: uma
  grade de mola amortecida no plano da figura (força r·e^(−r²/a²), mais de lado
  que de cima a baixo), lida como textura no vertex shader, com resposta
  própria por fibra. A falha analógica mora no eixo da própria linha (deslize,
  estica, some e volta, raro); a mão viva é rígida por dedo, com o osso medido
  na referência, e por isso não perde a nitidez.
